A unanimidade é burra (o paradoxo do consenso)!

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Você já deve ter ouvido falar que “a unanimidade é burra”, o que para muitos pode soar como um paradoxo. Se todos em um determinado grupo de pessoas tem a mesma atitude ou pensamento, como isso pode ser algo ruim ou levar a decisões equivocadas?

Para explicar podemos usar como ilustração o que popularmente se chama de “efeito manada”. E podemos partir da definição de “manada” encontrada em dicionários:

Rebanho de gado; conjunto composto por um grande número de cavalos e bois.
Conjunto de pessoas que se comportam sem expressar sua opinião ou vontade.

A expressão “efeito manada” tem origem no comportamento animal: quando um animal começa a correr por ter visto um predador, todos os outros animais do bando começam a correr também, mesmo que não tenham visto o predador. Por instinto, correm juntos.

E nós humanos temos o mesmo comportamento instintivo. Imagine que você está em um estádio de futebol, ou em qualquer lugar público e muitos começam a correr em determinado sentido. Você não vai ficar parado. Vai começar a correr junto, no mesmo sentido, sem nem saber porquê.

É comum, nas oscilações das bolsas de valores, como outro exemplo do “efeito manada”, muitos sairem comprando ou vendendo determinada ação simplesmente porque alguns fizeram primeiro. E as pessoas, em geral perdem muito dinheiro nesses movimentos irracionais. Ganham apenas os primeiros, que motivaram ou iniciaram o movimento.

Pois bem, em grupos onde um determinado tema é discutido, se houver consenso rápido ou fácil, o “efeito manada” estará presente. Por preguiça de pensar sobre o tema ou por vergonha de divergir, a maioria concordará com a parcela mais influente ou determinada do grupo, sem avaliar adequadamente o acerto ou a racionalidade da decisão, segundo o seu próprio ponto de vista.

Alguma semelhança com o “efeito manada”?

Nietzsche escreveu: “A loucura é uma exceção nos indivíduos, mas a regra nos grupos.” O escritor francês Gustave Le Bon, escreveu diversos tratados sobre a selvageria coletiva entre o final do século 19 e começo do século 20.

Para que grupos possam ser mais inteligentes e assertivos do que a maior parte dos indivíduos isoladamente, é necessário que as experiências individuais sejam somadas e que se produza uma média a partir delas. O jornalista James Surowiecki relata esse fenômeno em seu livro “A Sabedoria das Multidões”.

Enfim, para que grupos tomem boas decisões é preciso que atendam a duas condições: independência e diversidade de opiniões. Caso contrário tomarão em geral decisões irracionais. É preciso que cada membro pense, aja e decida da maneira mais independente possível, por mais paradoxal que isso possa parecer.

Boas decisões nascem da controvérsia, da contestação e da crítica.

 

 

 

 

O apagão vem aí. E é só o começo…

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62% dos 363 empreendimentos para expansão da rede elétrica no País estão atrasados ou quase parados. Mas o problema não é só na transmissão. Fiscais da Aneel projetam provável “restrição de geração no período de novembro de 2016 a julho de 2017”.

E quanto mais tempo ficarmos em crise, mais difícil será a retomada quando a economia voltar a crescer. Em outras palavras, quando a economia voltar a crescer o crescimento será tão mais lento quanto mais tempo ficarmos em crise agora.

a) Porque na crise os investimentos públicos são paralisados e se desalinham. E retomá-los demora muito. b) Porque na crise empresas fecham ou se desestruturam e demorarão mais tempo para responder ao crescimento da demanda. c) Porque na crise os investimentos estrangeiros vão embora e demoram muito tempo para voltar. E ainda é tempo de salvar alguns que ainda não retornaram às pátrias de origem.

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As perspectivas não são boas para 2016. E se não colocarmos a economia no rumo certo rápido, não serão boas para os próximos 3 anos.

A tecnologia na gestão das cidades: Criar inteligência é o caminho para evitar o caos

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Um levantamento das Nações Unidas mostra que as grandes cidades vão inchar ainda mais. A procura cada vez maior por áreas urbanas será inevitável.

Em 2014, 54% da população mundial vivia em áreas urbanas. Em 2020, serão 66%, prevê a ONU. Para especialistas, a saída é criar cidades inteligentes.

Isso requer espalhar sensores de monitoramento e usar dados sobre a população para melhorar os serviços, um cruzamento entre a internet das coisas e o chamado Big Data.

Na Coreia do Sul, a cidade de Songdo está sendo erguida do zero. As casas contam com um sistema de tubos que suga o lixo e o manda para centros de reciclagem, dispensando os caminhões de coleta. E os serviços médicos funcionam pela internet 24 horas por dia.

Em Nova York, a polícia testa um equipamento acústico que identifica a ocorrência de tiros e envia alertas para os policiais por meio de smarpthones e tablets.

E no Brasil? O que estamos fazendo para que as grandes cidades ganhem inteligência?

Aqui não é o Japão! Falta cultura, falta educação.

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Quando eu falo que o brasileiro médio não tem educação e não tem cultura, todos caem de pau em cima de mim e chovem críticas!

Pois bem vou repetir: na média e na moda, estatisticamente falando, o brasileiro não tem educação e não tem cultura!

Vide o deplorável estado das praias brasileiras (todas!) no day after do reveillon 2016! Mas essa é somente a ponta do iceberg. Tem muito mais. Preste atenção em qualquer terreno vazio da sua cidade… via de regra, estará cheio de lixo. E os motoristas que jogam garrafas de água e latinhas de cerveja enquanto dirigem?

Tenho fé que um dia voltaremos a educar nossas crianças da forma correta, cobrando, exigindo desempenho, ensinando o certo e o errado. Ensinando cidadania, ensinando respeito ao próximo.

Tenho fé que um dia voltaremos a chamar os pais na escola para avisar que o filho não vai bem e que a família precisa ajudar os professores. E que os pais, quando isso acontecer, ao invés de brigarem com os professores defendendo o “meu filho”, se postarão ao lado dos professores e ajudarão na educação (o que aliás é dever e obrigação dos pais e da família).

Tenho fé que uma dia a escola volte a ser escola de verdade.

Só assim poderemos começar a mudar a triste realidade da educação e dos valores morais e éticos do povo brasileiro. Porque essa geração já não tem mais jeito… vai morrer sujando tudo e se achando com razão.

Ah que inveja do educado povo japonês, que sai da praia com o seu lixo dentro do saquinho e deixa tudo limpo quando vai embora. Mas muitos dirão: – Aqui não é o Japão. Não há como comparar!

De fato!

Infelizmente em se tratando de cultura e de educação, aqui não é o Japão!

O paradoxo de Moravec

As pessoas têm dificuldade em resolver problemas que exigem alto nível de raciocínio. Por outro lado, as funções motoras básicas e sensoriais, como caminhar, não são problemas.

IA-aprovado-vestibularNos computadores, no entanto, os papéis são invertidos. É muito fácil para os computadores processarem problemas lógicos e complexos, como a elaboração de estratégias de xadrez por exemplo, mas é preciso muito mais trabalho para programar um computador para interpretar discursos, caminhar, sentir cheiros ou tomar decisões baseadas em aspectos subjetivos, o que o ser humano faz com facilidade.

Esta diferença entre a inteligência natural e artificial é conhecida como paradoxo de Moravec. Hans Moravec, um cientista de pesquisa no Instituto de Robótica da Universidade Carnegie Mellon, explica esta observação através da ideia de engenharia reversa nos nossos próprios cérebros.

A engenharia reversa é mais difícil para tarefas que os seres humanos fazem inconscientemente, como funções motoras. Porque o pensamento abstrato tem feito parte do comportamento humano há menos de 100 mil anos, a nossa capacidade de resolver problemas abstratos é consciente.

Portanto, é muito mais fácil para nós criarmos tecnologia que emula esse tipo de comportamento. Por outro lado, ações como falar e mover-se não são aquelas que temos de considerar ativamente, por isso é mais difícil de colocar estas funções em agentes de inteligência artificial.

O paradoxo do Ano Novo

Desde que o tempo foi dividido em horas, dias, semanas, meses e anos a partir do calendário Gregoriano (promulgado pelo Papa Gregório XIII, em 24 de Fevereiro de 1582, através da bula Inter gravíssimas, em substituição ao calendário juliano do imperador Júlio Cesar, de 46 a.C.), as pessoas esperam que na virada do ano… tudo mude.

Como num passe de mágica e de gratidão do universcompre-o-calendario-gregorianoo, que tudo mude. Que os problemas acabem, que a sorte venha.

Balela! Pura ilusão!

Nada vai mudar porque é um novo ano. Não adianta comer lentilhas, pular 7 ondas, usar calcinhas coloridas (no caso das mulheres, geralmente), se você continuar a fazer tudo igual. Se você continuar a viver como antes.

O que pode mudar de fato a sua vida e o seu futuro são mudanças nas suas atitudes. Um paradoxo querer mudanças e não mudar!

Trabalhe mais, sonhe mais, cuide-se mais, espiritualize-se mais, busque mais, queira mais. Verdadeiramente queira mais.

E aja, no dia-a-dia, em busca do que você verdadeiramente quer… dos seus sonhos…

E deixe o resto com a natureza. Ela conspirará a seu favor.

Mas se você não trabalhar para as conquistas, ninguém o fará por você. Nem mesmo a natureza! Sorte? Sorte vem da transpiração e da luta diária em busca da realização dos sonhos.

Feliz 2015, 2016, 2017…

O paradoxo da estatística

Um físico, um engenheiro e um estatístico vão caçar coelhos. De repente, um coelho aparece a cerca de 100 metros.

O físico faz alguns cálculos de balística – assumindo um vácuo perfeito, claro – e dispara. A bala acerta 5 metros à frente do coelho.

O engenheiro refaz os cálculos considerando a resistência do ar e dispara. A bala acerta 5 metros atrás do coelho.

samplingDistributionO estatístico vira-se e diz:
“CONSEGUIMOS!”.

O navio de Teseu: um paradoxo.

Imagine que você tem um barco de madeira…

navioteseuc14_E que à medida em que o tempo passa, você substitue as tábuas que se estragam por tábuas novas, mantendo as tábuas que estiverem boas.

Anos depois você acabará substituindo todas as tábuas velhas por tábuas novas.

E para você continuará sendo o mesmo barco.

Mas… e se você utilizasse essas mesmas tábuas que usaria para substituir as velhas e construísse um novo barco? Ele seria outro barco não seria?

E o seu barco original?
Ainda será o mesmo depois de tantos anos e todas as tábuas trocadas?

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O mito de Teseu e o paradoxo do seu barco é uma daquelas histórias que não lhe despertou muita atenção na escola. Teseu (ou Teseus) foi um herói mítico grego, considerado como o fundador de Atenas.

Como herói grego, Teseu passou por diversas aventuras, encontrando-se com outros personagens da mitologia e com deuses em diversas histórias. O resumo da história a qual o paradoxo faz referência é a seguinte:

O Rei Minos, de Creta, tendo sucesso na guerra contra Atenas decretou que de nove em nove anos 14 jovens atenienses deveriam ser enviados até o labirinto do Minotauro – aquela besta de corpo de homem e cabeça de touro – para que fossem devorados pelo mesmo. Partindo para Creta em barcos com velas negras, por duas vezes jovens atenienses foram sacrificados.

Na terceira vez, Teseu se voluntaria para ir com a promessa de que iria liquidar o Minotauro e, caso tivesse sucesso, iria voltar à Atenas com velas brancas no barco, anunciando seu triunfo. Teseu venceu a luta contra o Minotauro e retornou para Atenas com todos os outros 13 jovens. O barco foi guardado e deixado em exibição.

O barco foi mantido como relíquia ao longo de séculos e, pouco a pouco, suas partes originais eram substituídas a medida em que iam apodrecendo. No final de vários anos todas as partes do barco original haviam sido trocadas e do barco original que estava em exibição no porto de Atenas não restava um único pedaço.

A pergunta que os filósofos se faziam é: esse barco, dado que as partes foram substituídas, se não inteiramente mas pelo menos a maior parte do original, é o verdadeiro? Portanto, quando se fala em barco de Teseu (ou modernamente no navio de Teseu), em filosofia se faz referência à natureza das coisas, das suas essências.

Algum paradoxo semelhante na sua vida?

O paradoxo da aceleração do tempo

É senso comum que 2014 passou rápido, muito rápido. Voando!

O tempo está acelerando? Certamente não! Um dia continua tendo 24 horas, 1 hora ainda vale 60 minutos e, acreditem, cada minuto ainda tem 60 segundos.

time-managementMas que temos a sensação de que o tempo passa mais rápido, ah isso temos! Existem inclusive explicações biológicas para isso: à medida que envelhecemos, acredita-se que cai a produção cerebral de dopamina, um neurotransmissor responsável pela sensação de energia e disposição… e esse processo pode desacelerar nosso relógio biológico.

Uma experiência apresentada pelo neurocientista americano Peter Mangan mostrou como isso ocorre. Ele dividiu voluntários em três grupos etários que deveriam lhe avisar quando 60 segundos houvessem passado.

Os jovens levavam, em média, 54 segundos. Os mais velhos, 67 segundos. Ou seja, os idosos eram surpreendidos pela informação de que um minuto inteiro transcorrera antes que eles se dessem conta. Isso explicaria, por exemplo, por que avós reclamam que “o ano passou rápido e já é Natal novamente” enquanto as crianças sofrem com a longa e demorada espera pela chegada dos presentes.

O fato é que há uma sensação generalizada de que não conseguimos fazer tudo que queremos. Os segundos que esperamos para baixar uma revista no nosso tablet, parecem intermináveis. E xingamos os incompetentes que fizeram esse aplicativo “lento”. Nem nos damos conta que antes precisávamos ir até uma banca para comprar a mesma revista e demorávamos muito mais. E talvez tomássemos chuva no caminho…

O que mais nos falta, em uma era em que tudo é complexo e em que somos bombardeados com toneladas de informação a cada minuto, é tempo. E como falta tempo, a sensação é de que ele está acelerando.

Portanto, cuide muito bem do seu tempo. Vai piorar…