O paradoxo de Fredkin

Você já percebeu que pode ficar uns bons 15 minutos absolutamente indeciso sobre o que você vai comer na hora do almoço? Na verdade, isso vale para qualquer refeição. O que comer? Massa ou salada? Saudável ou fast food? Carne de boi ou de frango?

Esse tipo de dúvida serve para várias questões banais, como escolher o que vestir ou que caminho fazer para o trabalho. A decisão, inclusive, pode levar muito mais de 15 minutos.

Mas a questão que não é nada banal é: por que fazemos isso?

estrada_bifurcada_1_wO Paradoxo de Fredkin explica!

Edward Fredkin é um professor de física digital, o que significa que ele tem feito grandes contribuições para a era do computador. Em seu tempo livre, ele desenvolveu o que só pode ser descrito como um paradoxo psicológico, porque é inevitável.

Quando você tem que fazer uma escolha, você invariavelmente passa algum tempo pesando as opções. Para simplificar, vamos supor que só há duas opções a serem ponderadas.

Se, das duas opções, uma é obviamente melhor que a outra, o tempo que você gasta fazendo essa ponderação será mínimo, porque a resposta tende a ser óbvia. Mas quando as duas opções são muito parecidas uma com a outra em termos de qualidade (por exemplo: macarrão ao sugo ou macarrão com molho branco), o tempo que você gasta para escolher um ou outro é consideravelmente maior.

E é aqui que está o paradoxo.

Como as opções são muito parecidas em termos de qualidade, a diferença do efeito que elas têm sobre sua vida necessariamente diminui. Isso é verdade tanto para grandes decisões, quanto para as pequenas.

Claro, a compra de um carro significa fazer um grande investimento, mas há muita coisa que um carro de médio porte pode fazer por você que um outro carro médio porte não pode. Se você tentar diferenciar essas coisas por, por exemplo, tamanho do porta-copo, você vai gastar muito tempo pensando sobre algo que você sabe que está ali só para segurar um copo. Isso vai atrasar todo o processo de compra.

Esse é o Paradoxo de Fredkin: o fato da consequência natural das duas opções ser praticamente a mesma significa que a gente vai ficar mais e mais tempo quebrando a cabeça para escolher entre uma opção e outra, o que não faz sentido algum, já que escolhendo uma coisa ou outra, teremos praticamente os mesmos resultados. Digo mais: elas farão pouca ou nenhuma diferença em nossas vidas.

E você, perde muito tempo para tomar decisões banais tipo “pizza de quatro queijos ou de calabresa”?

O paradoxo do enriquecimento

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Modelos predador-presa são equações que descrevem ambientes ecológicos do mundo real, por exemplo, como as populações de raposas e coelhos mudam em uma grande floresta.

Vamos supor que a quantidade de alface aumente permanentemente em uma floresta. Assim, é de se esperar que haja um aumento na população de coelhos – que se alimentam de alface. Com uma oferta maior de alimento, a espécie tende a se reproduzir mais.

Mas, segundo o Paradoxo do Enriquecimento, esse pode não ser o caso.

A população de coelhos aumentaria inicialmente. Contudo, o aumento da densidade de coelhos em um ambiente fechado também conduziria o aumento da população de raposas – que se alimentam de coelhos. Ao invés de encontrar um novo equilíbrio, os predadores podem crescer tanto em número que podem acabar com a presa e, assim, prejudicar sua própria espécie.

Na prática, os animais podem desenvolver meios para escapar do trágico destino do paradoxo, o que leva à populações estáveis. Por exemplo, as novas condições podem induzir ao desenvolvimento de novos mecanismos de defesa da presa.

O paradigma do racismo, que precisamos combater. Cor da pele não muda ninguém.

(Post Original de João Paulo Porto, Médico Pediatra e Neurologista Infantil)

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Eu tenho um paciente negro, de 8 anos, que é absurdamente inteligente. De família pobre, sua mãe, igualmente inteligente, fez, por conta própria, a árvore genealógica da família, de forma organizada, num caderno, cheio colagens e o mostrou durante a consulta.

Acontece que, há 4 gerações, o avô do avô dela era escravo. Logo após a abolição da escravatura, ele foi expulso da fazenda onde trabalhava por ser velho demais e acabou morando na rua, com uma família de 4 pessoas, até morrer de tuberculose.

O pai do avô dela, seu filho, teve que sustentar a família fazendo bicos e cometendo pequenos delitos, de forma que foi preso logo após engravidar a mãe do avô dela, dando origem, claro, ao avô dela.

Esse avô nasceu já sem pai, pois o mesmo faleceu na prisão, quando ele tinha 8 anos de idade. Cresceu sem possibilidade de estudo, tendo que trabalhar desde muito novo, para sustentar a mãe e 3 irmãos mais novos, de outra relação da mãe. Essas 4 crianças ficaram sozinhas quando ele tinha 15 anos, após o falecimento dela. Trabalhando em fazendas, teve 5 filhos, o quinto, seu pai.

Ele nunca foi à escola, cresceu na fazenda e quando ser tornou homem feito, casou-se e teve 4 filhos, incluindo essa mãe. Ela também cresceu na fazenda e não teve chance de estudar. Hoje, faz faxinas e faz questão de que os filhos estudem.

– Você é muito inteligente. – disse eu ao garoto.
– Obrigado.
– Já sabe o que vai ser quando você crescer?
– Já. Vou ser caminhoneiro.
– Mas não pensou em outra coisa, você tem muita capacidade, pode ser qualquer coisa!
– Bem, eu queria mesmo ser médico…
– Ora, então seja!!
– Não posso!
– Não pode? Não pode por que?
– Porque eu sou negro!

Imagine você o porquê de ele pensar assim. Imagine você como estar há 5 gerações da escravatura pode ter influenciado a história dessa família e a atual condição dessa criança. Imagine como o preconceito de décadas minou as chances dessa família de dar aos seus descendentes uma vida melhor do que tiveram…

Imagine agora, o quanto você é absurdamente privilegiado em relação a eles.

Agora, tente novamente encher a boca pra dizer que a questão racial não é mais relevante, que cotas não são justas, que programas de distribuição de renda são coisa de vagabundo e que você tem o que tem hoje realmente por mérito seu…

MINHA NOTA:
Eu exclui, mas mantive visível para que você faça a sua análise, o parágrafo acima. Não concordo que cotas ou programas de distribuição de rendas feitos sem acompanhamento da evolução do beneficiário e sem regras, irão resolver o paradigma racial. Não misturemos as coisas.

É preciso educação. É preciso que a nossa sociedade trabalhe, organizada e junto com o Governo, para não existirem mais diferenças raciais. Somos todos iguais. Cotas segregam e validam a diferença racial. Não são boas.

Mas como fazer isso se o próprio governo cria diferenças e divide o país entre “nordestinos” e “não nordestinos”? Lamentável senhores políticos!

Mas esse tema é grande.. não caberia neste post.
Fica a descrição de um problema que precisamos juntos combater: o racismo. Faça a sua interpretação.