O apagão vem aí. E é só o começo…

image

62% dos 363 empreendimentos para expansão da rede elétrica no País estão atrasados ou quase parados. Mas o problema não é só na transmissão. Fiscais da Aneel projetam provável “restrição de geração no período de novembro de 2016 a julho de 2017”.

E quanto mais tempo ficarmos em crise, mais difícil será a retomada quando a economia voltar a crescer. Em outras palavras, quando a economia voltar a crescer o crescimento será tão mais lento quanto mais tempo ficarmos em crise agora.

a) Porque na crise os investimentos públicos são paralisados e se desalinham. E retomá-los demora muito. b) Porque na crise empresas fecham ou se desestruturam e demorarão mais tempo para responder ao crescimento da demanda. c) Porque na crise os investimentos estrangeiros vão embora e demoram muito tempo para voltar. E ainda é tempo de salvar alguns que ainda não retornaram às pátrias de origem.

– – –
As perspectivas não são boas para 2016. E se não colocarmos a economia no rumo certo rápido, não serão boas para os próximos 3 anos.

A tecnologia na gestão das cidades: Criar inteligência é o caminho para evitar o caos

-dois-sentidos-da-avenida-23-de-maio-proximo-ao-parque-do-ibirapuera-zona-sul-de-sao-paulo-no-final-da-tarde-desta-sexta-feira-26-1374882

Um levantamento das Nações Unidas mostra que as grandes cidades vão inchar ainda mais. A procura cada vez maior por áreas urbanas será inevitável.

Em 2014, 54% da população mundial vivia em áreas urbanas. Em 2020, serão 66%, prevê a ONU. Para especialistas, a saída é criar cidades inteligentes.

Isso requer espalhar sensores de monitoramento e usar dados sobre a população para melhorar os serviços, um cruzamento entre a internet das coisas e o chamado Big Data.

Na Coreia do Sul, a cidade de Songdo está sendo erguida do zero. As casas contam com um sistema de tubos que suga o lixo e o manda para centros de reciclagem, dispensando os caminhões de coleta. E os serviços médicos funcionam pela internet 24 horas por dia.

Em Nova York, a polícia testa um equipamento acústico que identifica a ocorrência de tiros e envia alertas para os policiais por meio de smarpthones e tablets.

E no Brasil? O que estamos fazendo para que as grandes cidades ganhem inteligência?

Aqui não é o Japão! Falta cultura, falta educação.

1475782_1258903047469634_2281857099144905407_n

Quando eu falo que o brasileiro médio não tem educação e não tem cultura, todos caem de pau em cima de mim e chovem críticas!

Pois bem vou repetir: na média e na moda, estatisticamente falando, o brasileiro não tem educação e não tem cultura!

Vide o deplorável estado das praias brasileiras (todas!) no day after do reveillon 2016! Mas essa é somente a ponta do iceberg. Tem muito mais. Preste atenção em qualquer terreno vazio da sua cidade… via de regra, estará cheio de lixo. E os motoristas que jogam garrafas de água e latinhas de cerveja enquanto dirigem?

Tenho fé que um dia voltaremos a educar nossas crianças da forma correta, cobrando, exigindo desempenho, ensinando o certo e o errado. Ensinando cidadania, ensinando respeito ao próximo.

Tenho fé que um dia voltaremos a chamar os pais na escola para avisar que o filho não vai bem e que a família precisa ajudar os professores. E que os pais, quando isso acontecer, ao invés de brigarem com os professores defendendo o “meu filho”, se postarão ao lado dos professores e ajudarão na educação (o que aliás é dever e obrigação dos pais e da família).

Tenho fé que uma dia a escola volte a ser escola de verdade.

Só assim poderemos começar a mudar a triste realidade da educação e dos valores morais e éticos do povo brasileiro. Porque essa geração já não tem mais jeito… vai morrer sujando tudo e se achando com razão.

Ah que inveja do educado povo japonês, que sai da praia com o seu lixo dentro do saquinho e deixa tudo limpo quando vai embora. Mas muitos dirão: – Aqui não é o Japão. Não há como comparar!

De fato!

Infelizmente em se tratando de cultura e de educação, aqui não é o Japão!

O paradoxo de Moravec

As pessoas têm dificuldade em resolver problemas que exigem alto nível de raciocínio. Por outro lado, as funções motoras básicas e sensoriais, como caminhar, não são problemas.

IA-aprovado-vestibularNos computadores, no entanto, os papéis são invertidos. É muito fácil para os computadores processarem problemas lógicos e complexos, como a elaboração de estratégias de xadrez por exemplo, mas é preciso muito mais trabalho para programar um computador para interpretar discursos, caminhar, sentir cheiros ou tomar decisões baseadas em aspectos subjetivos, o que o ser humano faz com facilidade.

Esta diferença entre a inteligência natural e artificial é conhecida como paradoxo de Moravec. Hans Moravec, um cientista de pesquisa no Instituto de Robótica da Universidade Carnegie Mellon, explica esta observação através da ideia de engenharia reversa nos nossos próprios cérebros.

A engenharia reversa é mais difícil para tarefas que os seres humanos fazem inconscientemente, como funções motoras. Porque o pensamento abstrato tem feito parte do comportamento humano há menos de 100 mil anos, a nossa capacidade de resolver problemas abstratos é consciente.

Portanto, é muito mais fácil para nós criarmos tecnologia que emula esse tipo de comportamento. Por outro lado, ações como falar e mover-se não são aquelas que temos de considerar ativamente, por isso é mais difícil de colocar estas funções em agentes de inteligência artificial.