Numi: quebrando paradigmas da higiene pessoal?

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O Numi é um banheiro totalmente conectado à Internet, que promete mais conforto para quem pode investir no sistema, que tem preço de US$ 5.625 (aproximadamente R$ 18 mil, em conversão direta). Compatível com a Alexa da Amazon, o banheiro smart atende a comandos de voz e permite aquecer a tampa da privada previamente.

Outras funções incluem a reprodução de música, aquecimento do piso e um sistema desodorante. Além disso, há um mecanismo de água para o bidê, que permite alternar jatos entre modos “onda”, “pulsar” e “oscilação”.

O problema de Monty Hall

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No final dos anos 80, o humorista Sérgio Mallandro apresentava o programa infantil Oradukapeta, no SBT. O quadro mais popular do programa era a “Porta dos Desesperados”, onde crianças da plateia escolhiam uma entre três portas. Atrás de uma delas havia prêmios, e das outras duas, monstros fantasiados.

Agora vamos lá, suponha que você é um participante e escolheu a porta 1. Outro participante escolhe a porta 2 e a abre primeiro, revelando um monstro. Quando o apresentador pergunta se você deseja trocar a porta selecionada, qual seria a melhor decisão?

Muitas pessoas diriam que a chance de encontrar um prêmio é agora de uma chance em duas, e que tanto faz qual for a decisão final. Mas em 1975, nos Estados Unidos, a escritora Marilyn vos Savant disse em sua coluna na revista Parade que, em uma situação similar, o participante deveria optar por trocar de portas.

Segundo ela, a troca levaria a uma probabilidade de 2/3 de ganhar o prêmio, enquanto a chance de levar a melhor ao permanecer com a escolha inicial seria de apenas 1/3. Isso acontece porque, ao escolher uma porta, a chance de acerto é inicialmente de 1/3. Já tendo sido revelada uma porta falsa, caso a troca seja efetuada, deve-se somar ao 1/3 de chance da porta restante, o 1/3 de probabilidade que era conferido à porta revelada, chegando então a duas em três chances de acertar.

Muitos leitores, entre eles especialistas, não foram convencidos pelas explicações da colunista, e escreveram à revista alegando que a proposta deveria estar errada. Com a polêmica, foram conduzidas simulações e provas matemáticas foram desenvolvidas para mostrar que, apesar de fugir ao senso comum, vos Savant estava certa.

O problema de Monty Hall ganhou o nome do apresentador do programa de TV Let’s Make a Deal, que funcionava com uma dinâmica bem próxima à da Porta dos Desesperados, de Sérgio Mallandro.

É um paradoxo classificado como verídico pelo sistema do filósofo e lógico Willard Van Orman Quine, já que apresenta resultados tão pouco intuitivos que parecem absurdos, mas que são demonstrados como verdadeiros.

Parece absurdo para você?

A unanimidade é burra (o paradoxo do consenso)!

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Você já deve ter ouvido falar que “a unanimidade é burra”, o que para muitos pode soar como um paradoxo. Se todos em um determinado grupo de pessoas tem a mesma atitude ou pensamento, como isso pode ser algo ruim ou levar a decisões equivocadas?

Para explicar podemos usar como ilustração o que popularmente se chama de “efeito manada”. E podemos partir da definição de “manada” encontrada em dicionários:

Rebanho de gado; conjunto composto por um grande número de cavalos e bois.
Conjunto de pessoas que se comportam sem expressar sua opinião ou vontade.

A expressão “efeito manada” tem origem no comportamento animal: quando um animal começa a correr por ter visto um predador, todos os outros animais do bando começam a correr também, mesmo que não tenham visto o predador. Por instinto, correm juntos.

E nós humanos temos o mesmo comportamento instintivo. Imagine que você está em um estádio de futebol, ou em qualquer lugar público e muitos começam a correr em determinado sentido. Você não vai ficar parado. Vai começar a correr junto, no mesmo sentido, sem nem saber porquê.

É comum, nas oscilações das bolsas de valores, como outro exemplo do “efeito manada”, muitos sairem comprando ou vendendo determinada ação simplesmente porque alguns fizeram primeiro. E as pessoas, em geral perdem muito dinheiro nesses movimentos irracionais. Ganham apenas os primeiros, que motivaram ou iniciaram o movimento.

Pois bem, em grupos onde um determinado tema é discutido, se houver consenso rápido ou fácil, o “efeito manada” estará presente. Por preguiça de pensar sobre o tema ou por vergonha de divergir, a maioria concordará com a parcela mais influente ou determinada do grupo, sem avaliar adequadamente o acerto ou a racionalidade da decisão, segundo o seu próprio ponto de vista.

Alguma semelhança com o “efeito manada”?

Nietzsche escreveu: “A loucura é uma exceção nos indivíduos, mas a regra nos grupos.” O escritor francês Gustave Le Bon, escreveu diversos tratados sobre a selvageria coletiva entre o final do século 19 e começo do século 20.

Para que grupos possam ser mais inteligentes e assertivos do que a maior parte dos indivíduos isoladamente, é necessário que as experiências individuais sejam somadas e que se produza uma média a partir delas. O jornalista James Surowiecki relata esse fenômeno em seu livro “A Sabedoria das Multidões”.

Enfim, para que grupos tomem boas decisões é preciso que atendam a duas condições: independência e diversidade de opiniões. Caso contrário tomarão em geral decisões irracionais. É preciso que cada membro pense, aja e decida da maneira mais independente possível, por mais paradoxal que isso possa parecer.

Boas decisões nascem da controvérsia, da contestação e da crítica.

 

 

 

 

O paradoxo de Moravec

As pessoas têm dificuldade em resolver problemas que exigem alto nível de raciocínio. Por outro lado, as funções motoras básicas e sensoriais, como caminhar, não são problemas.

IA-aprovado-vestibularNos computadores, no entanto, os papéis são invertidos. É muito fácil para os computadores processarem problemas lógicos e complexos, como a elaboração de estratégias de xadrez por exemplo, mas é preciso muito mais trabalho para programar um computador para interpretar discursos, caminhar, sentir cheiros ou tomar decisões baseadas em aspectos subjetivos, o que o ser humano faz com facilidade.

Esta diferença entre a inteligência natural e artificial é conhecida como paradoxo de Moravec. Hans Moravec, um cientista de pesquisa no Instituto de Robótica da Universidade Carnegie Mellon, explica esta observação através da ideia de engenharia reversa nos nossos próprios cérebros.

A engenharia reversa é mais difícil para tarefas que os seres humanos fazem inconscientemente, como funções motoras. Porque o pensamento abstrato tem feito parte do comportamento humano há menos de 100 mil anos, a nossa capacidade de resolver problemas abstratos é consciente.

Portanto, é muito mais fácil para nós criarmos tecnologia que emula esse tipo de comportamento. Por outro lado, ações como falar e mover-se não são aquelas que temos de considerar ativamente, por isso é mais difícil de colocar estas funções em agentes de inteligência artificial.

O paradoxo do Ano Novo

Desde que o tempo foi dividido em horas, dias, semanas, meses e anos a partir do calendário Gregoriano (promulgado pelo Papa Gregório XIII, em 24 de Fevereiro de 1582, através da bula Inter gravíssimas, em substituição ao calendário juliano do imperador Júlio Cesar, de 46 a.C.), as pessoas esperam que na virada do ano… tudo mude.

Como num passe de mágica e de gratidão do universcompre-o-calendario-gregorianoo, que tudo mude. Que os problemas acabem, que a sorte venha.

Balela! Pura ilusão!

Nada vai mudar porque é um novo ano. Não adianta comer lentilhas, pular 7 ondas, usar calcinhas coloridas (no caso das mulheres, geralmente), se você continuar a fazer tudo igual. Se você continuar a viver como antes.

O que pode mudar de fato a sua vida e o seu futuro são mudanças nas suas atitudes. Um paradoxo querer mudanças e não mudar!

Trabalhe mais, sonhe mais, cuide-se mais, espiritualize-se mais, busque mais, queira mais. Verdadeiramente queira mais.

E aja, no dia-a-dia, em busca do que você verdadeiramente quer… dos seus sonhos…

E deixe o resto com a natureza. Ela conspirará a seu favor.

Mas se você não trabalhar para as conquistas, ninguém o fará por você. Nem mesmo a natureza! Sorte? Sorte vem da transpiração e da luta diária em busca da realização dos sonhos.

Feliz 2015, 2016, 2017…

O paradoxo da estatística

Um físico, um engenheiro e um estatístico vão caçar coelhos. De repente, um coelho aparece a cerca de 100 metros.

O físico faz alguns cálculos de balística – assumindo um vácuo perfeito, claro – e dispara. A bala acerta 5 metros à frente do coelho.

O engenheiro refaz os cálculos considerando a resistência do ar e dispara. A bala acerta 5 metros atrás do coelho.

samplingDistributionO estatístico vira-se e diz:
“CONSEGUIMOS!”.